BACUARA

BACUARA

“Ser bacuara não é empreito comum, sequer é volição, sequer é objetivo, é pura descoberta, epifania grata, tudo nele vem naturalmente e tão necessariamente como o primeiro suspiro, aquele que se julga ter todo o saber decididamente não o é. Bacuara é luz entendida, jamais contemplada, é o círio permanentemente aceso contra o vigor de Éolo em apagá-lo. O bacuara apreende e muito, muito depois aprende e novamente apreende e assim em sucessivas pororocas centrifuga e fala.”

sexta-feira, 28 de maio de 2010

LEI CALADA

"Sempre que não houver necessidade absoluta, sempre que a legislação puder falhar ao intervir sem a sociedade ser aniquilada, por fim, sempre que for uma questão meramente de uma melhoria hipotética, a lei deve se abster, não incomodar, e se manter calada."
O povo não tem o direito de atacar um só inocente, nem de tratar como culpado um só acusado, sem provas legais. Ele não pode delegar um direito como esse a ninguém. O povo não tem o direito de atentar contra a liberdade de opinião, contra a liberdade religiosa, contra as salvaguardas judiciais, contra as formalidades legais protetoras. Nenhum déspota, nenhuma assembléia pode, portanto, exercer um direito semelha te dizendo que foi investida pelo povo. Todo despotismo portanto é ilegal, nada o pode sancionar, nem mesmo a vontade popular que ele alegue. Se é reconhecido que a soberania não é sem limites, que não existe sobre a terra nenhum poder ilimitado, ninguem, em qualquer tempo, ousará reclamar um poder semelhante.




BACUARA:      BENJAMIM CONSTANT 

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