
BACUARA: Juscelino Kubitschek (Nonô)
“Ser bacuara não é empreito comum, sequer é volição, sequer é objetivo, é pura descoberta, epifania grata, tudo nele vem naturalmente e tão necessariamente como o primeiro suspiro, aquele que se julga ter todo o saber decididamente não o é. Bacuara é luz entendida, jamais contemplada, é o círio permanentemente aceso contra o vigor de Éolo em apagá-lo. O bacuara apreende e muito, muito depois aprende e novamente apreende e assim em sucessivas pororocas centrifuga e fala.”




Como se canta na nona sinfonia de Beethoven.



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"É dever de todo o homem render ao Criador tantas honras quantas, e somente as quais, acredite aceitáveis. O dever é precedente, tanto na ordem do tempo, quanto no grau da obrigação, aos reclames da sociedade civil."
Na primaverra de 1776, com a Revolução Americana a caminho, a Commonwealth da Convenção Revolucionária da Virgínia deliberou a nova constituição do estado. Os delegados pretendiam incluir a Declaração de Direitos, que, por sua vez, incluiria a cláusula sobre a liberdade religiosa. George Mason propôs: “Que todos os homens deveriam desfrutar da mais completa tolerância no exercício da religião, conforme os ditames da consciência”, mas James Madison objetou. Tal apelo à tolerância religiosa seria incompleto, argumentou, pois por trás da idéia de tolerância se esconde a presunção de que uma determinada crença religiosa é mantida pelo favor do Estado, e não de acordo com um direito natural. Na tentativa de assegurar a verdadeira liberdade religiosa, Madison propôs uma alternativa: “De que a religião ou o dever que temos para com nosso Criador, e o modo de nos desobrigar, seja somente considerado sob a direção da razão e da convicção, e não pela violência e compulsão, e que todos os homens igualmente dotados do livre e pleno exercício desse direito, o façam conforme os ditames da consciência.” A liberdade religiosa prevaleceu sobre a tolerância, e por fim se tornou um componente crucial na política americana graças, em parte, aos esforços de Madison.
Talvez, mais do que qualquer outro membro da geração dos pais-fundadores dos Estados Unidos da América, Madison teve um papel primordial na formação das instituições políticas desse país. Muitas vezes chamado de “pai da Constituição”, Madison ajudou a projetar a arquitetura desse documento e ajudou a defendê-la juntamente com Alexander Hamilton e John Jay, na coletânea de artigos denominada Os Federalistas (que Thomas Jefferson acreditava ser “o melhor comentário aos princípios de governos que jamais foram escritos”). Michael Barone, um comentarista político contemporâneo, ao resumir o legado político de Madison escreveu: “A Constituição de Madison foi o maior passo adiante, desde o início do primeiro milênio, no sentido de alcançar um equilíbrio entre ordem e liberdade, orgulho nacional e princípio racional, fé e razão.” Madison entendia que todas as liberdades humanas – políticas, econômicas, intelectuais e religiosas – formavam um todo integrado que ao restringir uma delas, era equivalente a restringir todas.
BACUARA: James Madison
Quem quer garantir a própria liberdade, deve preservar da opressão até o inimigo; pois, se fugir a esse dever, estará a estabelecer um precedente que até a ele próprio há-de atingir. O governo, mesmo quando perfeito, não passa de um mal necessário; quando imperfeito, é um mal insuportável. A minha mente é a minha igreja. Um governo que precisa de juramentos não merece apoio, nem deve ser apoiado. O erro que começou há mil anos é tão errado como o que começa hoje, e o acerto que surge hoje é tão certo como se tivesse a sanção de séculos. O tempo faz mais convertidos do que a razão. Estimamos pouco aquilo que obtemos com demasiada facilidade. O fato de continuarmos a pensar que uma determinada coisa não é errada dá-nos uma aparência superficial de estarmos certos. Ao planearmos para a posteridade, deveríamos lembrar-nos de que a virtude não é hereditária. As leis de difícil execução em geral não podem ser boas. Embora a avareza impeça um homem de se tornar necessariamente pobre, geralmente torna-o demasiado timorato para enriquecer. Para ser feliz um homem tem que ser fiel a si mesmo. A infidelidade não consiste em acreditar ou em não acreditar, consiste em professar aquilo em que não se acredita. Não fazer nada é o trabalho mais cansativo do mundo,pois você não pode se demitir e descansar!
BACUARA: Thomas Paine


Embora sua filosofia não se esgote na Epistemologia (Teoria sobre o conhecimento científico), foi contudo, neste domínio, que se tornou conhecido, nomeadamente devido à noção de falsificabilidade como critério essencial para a caracterização das teorias científicas. As suas ideias opõe-se neste aspecto às do Circulo de Viena e ao Neopositivismo que se esforçavam por estabelecer um princípio capaz de fundamentar verificação ou validação positiva uma teoria científica, demonstrado que a mesma era experimentalmente verdadeira. Popper afirma que era impossível verificar uma teoria era científica, pois não era possível comprovar todas e cada uma das suas possibilidades. Face a esta impossibilidade prática, propõe então que os cientistas sigam o caminho inverso isto é, procurem provar a sua falsidade. Neste caso basta apenas descobrir um único facto que a contradiga para a desmentir, ou a refutar.
Neste domínio as suas ideias podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
1. A actividade cientifica consiste primeiro na formulação de hipóteses para explicar os vários problemas que se colocam, e depois na sua sucessiva anulação (refutação) através de experiências.
2. A ciência deixa deste modo de ser vista como um conjunto de teorias estabelecidas (verdadeiras, absolutas), para ser encarada como um conjunto de generalizações provisórias cuja falsidade os cientistas estão permanentemente a procurar demonstrar.
3. A formulação das hipóteses científicas deixam também de serem encarados como processo racional, cujas etapas estão rigorosamente determinadas. Não existe qualquer processo de descoberta, nem a descoberta científica tem qualquer lógica.
Filosofia Política
Vítima do terror nazi que se bateu sobre a Alemanha e a Austria, Popper procurou reflectir sobre a génese e fundamentação ideológica dos regimes totalitários. Platão, Hegel e Marx foram por ele apresentados os principais teóricos destes regimes, assim de uma visão da história que os justificava, o Historicismo. As suas ideias podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
1.A história da humanidade não tem um sentido concreto que antecipadamente possa ser conhecido, o único sentido que possui é aquele que os homens lhe dão.
2.O progresso da humanidade é possível, e não carece de um critério último de verdade.
3. A razão humana é essencialmente falível, o dogmatismo não tem pois qualquer fundamento. A única atitude justificável para atingir a verdade é através do diálogo, o confronto de ideias por meios não violentos. Na ciência significa aceitar o risco de formular hipóteses que venham depois a ser refutadas pela experiência. Na política significa que cada um deve aceitar o risco de ver as suas propostas serem recusadas por outros no confronto de ideias ou projectos.
BACUARA: Karl Popper

…Forças Armadas não fazem democracia. Mas garantem-na. Não é possível haver democracia sem Forças Armadas que a garantam. Daí, dizer Forças Armadas democráticas. Como é isto, então? Sim. Entra na sua doutrinação o fim de defender as instituições democráticas ( … ). Muita gente diz que as Forças Armadas são democráticas quando há militares políticos e que conhecem a máquina de conduzir o Estado. Os generais aprendem isso para melhor situarem-se no cumprimento da destinação das Forças Armadas.
…Qual o militar que não tem ouvido, desde jovem tenente, a frase enunciada por doutores, congressistas, banqueiros, comerciantes, industriais e nunca pelo chamado homem do povo: '0 Exército precisa tomar conta disso!"? É permanecer no regime legal ou marchar para a ilegalidade ( … ). A questão tem interessado muito mais ao meio civil que ao próprio Exército.
Acreditam os senhores que o Exército tenha dentro de suas fileiras um conflito ideológico? Já se pode dizer que a luta entre duas ideologias que, de fato, lavra em setores da nossa nação, tenha se prolongado no Exército? Pessoalmente, eu não acredito. 0 Exército tem em suas fileiras alguns comunistas, uns atuantes, outros de ação bem dissimulada e vários timidamente embuçados. Tais elementos não constituem, porém, uma parte apreciável de um grande todo, a ser, então, considerado como dividido ideologicamente.
As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha antidemocrática de servir a ditaduras fascistas ou sindico-comunistas.
BACUARA: Castelo Branco
Imagine uma estátua no formato de um corpo humano. Imagine que ela é dotada de uma alma que nunca sentiu nada, nunca pensou nada.
Damos a ela um único sentido; o olfato, talvez o menos complexo dos cinco sentidos. Damos a ela um cheiro de jasmim e ali começará a biografia da estátua.
Por um instante, tudo no universo será aquele odor. No próximo momento, colocamos a fragrância de uma rosa e depois de um cravo.
Deixe que exista um único odor na consciência da estátua, e haverá atenção; deixe que a fragrância dure mais do que um momento e teremos a memória; deixe que uma impressão do presente e outra do passado ocupem a consciência, e teremos a comparação; deixe que a estátua perceba analogias e diferenças, e teremos julgamento; deixe que a comparação e o julgamento ocorram de novo, e teremos a reflexão; deixe que uma memória prazerosa seja mais vívida que uma não-prazerosa, e teremos a imaginação.
Quando as faculdades do Entendimento estão enraizadas, as faculdades da Vontade irão seguir; amor e ódio (atração e aversão), esperança e medo. A consciência de passar por diverentes estados dará à estátua a noção abstrata dos números; a consciência de ser o odor de cravo e ter sido o odor de jasmim dará a ela a idéia do Eu.
BACUARA: Etienne Bonnot Condillac
