
Embora sua filosofia não se esgote na Epistemologia (Teoria sobre o conhecimento científico), foi contudo, neste domínio, que se tornou conhecido, nomeadamente devido à noção de falsificabilidade como critério essencial para a caracterização das teorias científicas. As suas ideias opõe-se neste aspecto às do Circulo de Viena e ao Neopositivismo que se esforçavam por estabelecer um princípio capaz de fundamentar verificação ou validação positiva uma teoria científica, demonstrado que a mesma era experimentalmente verdadeira. Popper afirma que era impossível verificar uma teoria era científica, pois não era possível comprovar todas e cada uma das suas possibilidades. Face a esta impossibilidade prática, propõe então que os cientistas sigam o caminho inverso isto é, procurem provar a sua falsidade. Neste caso basta apenas descobrir um único facto que a contradiga para a desmentir, ou a refutar.
Neste domínio as suas ideias podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
1. A actividade cientifica consiste primeiro na formulação de hipóteses para explicar os vários problemas que se colocam, e depois na sua sucessiva anulação (refutação) através de experiências.
2. A ciência deixa deste modo de ser vista como um conjunto de teorias estabelecidas (verdadeiras, absolutas), para ser encarada como um conjunto de generalizações provisórias cuja falsidade os cientistas estão permanentemente a procurar demonstrar.
3. A formulação das hipóteses científicas deixam também de serem encarados como processo racional, cujas etapas estão rigorosamente determinadas. Não existe qualquer processo de descoberta, nem a descoberta científica tem qualquer lógica.
Filosofia Política
Vítima do terror nazi que se bateu sobre a Alemanha e a Austria, Popper procurou reflectir sobre a génese e fundamentação ideológica dos regimes totalitários. Platão, Hegel e Marx foram por ele apresentados os principais teóricos destes regimes, assim de uma visão da história que os justificava, o Historicismo. As suas ideias podem ser resumidas nos seguintes tópicos:
1.A história da humanidade não tem um sentido concreto que antecipadamente possa ser conhecido, o único sentido que possui é aquele que os homens lhe dão.
2.O progresso da humanidade é possível, e não carece de um critério último de verdade.
3. A razão humana é essencialmente falível, o dogmatismo não tem pois qualquer fundamento. A única atitude justificável para atingir a verdade é através do diálogo, o confronto de ideias por meios não violentos. Na ciência significa aceitar o risco de formular hipóteses que venham depois a ser refutadas pela experiência. Na política significa que cada um deve aceitar o risco de ver as suas propostas serem recusadas por outros no confronto de ideias ou projectos.
BACUARA: Karl Popper
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