BACUARA

BACUARA

“Ser bacuara não é empreito comum, sequer é volição, sequer é objetivo, é pura descoberta, epifania grata, tudo nele vem naturalmente e tão necessariamente como o primeiro suspiro, aquele que se julga ter todo o saber decididamente não o é. Bacuara é luz entendida, jamais contemplada, é o círio permanentemente aceso contra o vigor de Éolo em apagá-lo. O bacuara apreende e muito, muito depois aprende e novamente apreende e assim em sucessivas pororocas centrifuga e fala.”

segunda-feira, 8 de março de 2010

ARROGÂNCIA PERDOADA



"Um dos homens públicos mais eminentes de toda a nossa História. Conheci o doutor Bulhões em 1958. (...) Na época, eu era um engenheiro recém-formado de 23 anos, com especialização em engenharia econômica e, modéstia à parte, uma bela bagagem matemática. Na minha arrogância juvenil, estava convencido de que a solução de todos os problemas brasileiros seria providenciada pelos jovens economistas matemáticos, iniciados em técnicas desconhecidas pela velha geração, como a pesquisa operacional, a econometria e a cibernética. (...) A finura da personalidade de Bulhões conquistou-me de imediato, mas foi preciso algum tempo para que eu entendesse sua superioridade como economista."

BACUARA: Mário Henrique Simonsen

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