BACUARA

BACUARA

“Ser bacuara não é empreito comum, sequer é volição, sequer é objetivo, é pura descoberta, epifania grata, tudo nele vem naturalmente e tão necessariamente como o primeiro suspiro, aquele que se julga ter todo o saber decididamente não o é. Bacuara é luz entendida, jamais contemplada, é o círio permanentemente aceso contra o vigor de Éolo em apagá-lo. O bacuara apreende e muito, muito depois aprende e novamente apreende e assim em sucessivas pororocas centrifuga e fala.”

sexta-feira, 12 de março de 2010

CLAMOR NOBRE


O liberalismo - convém lembrar isso hoje - é a forma suprema de generosidade; é o direito que a maioria concede às minorias e constitui, por isso, o clamor mais nobre que já ressoou neste planeta. anuncia a determinação de conviver com o inimigo que é fraco. Era inacreditável que a espécie humana tivesse chegado a uma atitude tão nobre, tão paradoxal e refinada, tão difícil de manter, tão antinatural. Não deve, pois, surpreender que logo pareça essa mesma espécie disposta a abandoná-la. É uma disciplina demasiadamente difícil e complexa para lançar raízes profundas na terra.

BACUARA: José Ortega Y Gasset

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