BACUARA

BACUARA

“Ser bacuara não é empreito comum, sequer é volição, sequer é objetivo, é pura descoberta, epifania grata, tudo nele vem naturalmente e tão necessariamente como o primeiro suspiro, aquele que se julga ter todo o saber decididamente não o é. Bacuara é luz entendida, jamais contemplada, é o círio permanentemente aceso contra o vigor de Éolo em apagá-lo. O bacuara apreende e muito, muito depois aprende e novamente apreende e assim em sucessivas pororocas centrifuga e fala.”

sábado, 27 de março de 2010

INFINITO


“De onde as coisas extraem o seu nascimento aí também é onde se cumpre a sua dissolução segundo a necessidade; com efeito, reciprocamente sofrem o castigo e a culpa da injustiça, segundo a ordem do tempo.” O apeiron não é nenhum elemento determinado, mas "tudo inclui e tudo governa". Parece ter sido esta a sua própria expressão. o todo. E, segundo a tradição, foi o próprio filósofo que designou como divino o apeiron, que sem cessar produz novos mundos para outra vez os assimilar. A saída das coisas do apeiron é uma separação dos contrários que lutam neste mundo, a partir do todo originariamente unido. A isto se refere aquela grande máxima, a única que nos foi diretamente transmitida: Onde estiver a origem do que é aí também deve estar o seu fim, segundo o decreto do destino. Porque as coisas têm de pagar umas às outras castigo e pena, conforme a sentença do tempo.


BACUARA: Anaximandro de Mileto

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